Desemprego em 2017 sobe e tem maior taxa desde 2012


Gabriele Maniezo

 

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (31) através da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, mostram que a taxa média de desemprego anual no Brasil de 2017 atingiu 12,7%, maior índice da série da pesquisa, iniciada em 2012. Nos três primeiros meses do ao passado, a taxa chegou a 13,7%.

Se comparado com a taxa de desocupação de 2014 (6,8%), o número de desempregados quase dobrou, com 13,2 milhões de desempregados (6,5 milhões a mais).

Grande parte dos empregos perdidos desde 2014 tinha carteira assinada, segundo o IBGE, com mais de três milhões de postos de trabalho com carteira a menos e 560 mil trabalhadores informais a mais. A conta não fecha.

Nos últimos três meses do ano, a taxa foi de 11,8%, em média, o que representa queda em relação ao terceiro trimestre (12,4%) e na comparação com o quarto trimestre de 2016 (12%). Nesse último caso, o IBGE considera que houve estabilidade.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões) ficou estável em relação ao terceiro trimestre e recuou 2% (menos 685 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,1 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e subiu 5,7% (mais 598 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016.

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