Saldo da reforma trabalhista: 328 mil vagas de emprego a menos em dezembro


O governo conseguiu aprovar a reforma trabalhista no Congresso defendendo que as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) gerariam empregos e diminuiriam a informalidade no mercado de trabalho. Entretanto, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em relatório do próprio Ministério do Trabalho, não é bem assim que está se sucedendo. 

Ao contrário das mentiras que o governo, patrões e imprensa venderam aos trabalhadores, a reforma trabalhista e a lei da terceirização nada mais fez do que acabar com direitos e diminuir postos de trabalho.

A prova está nos números: a reforma entrou em vigor em 11 de novembro. Entre janeiro a novembro, o Caged acumulava um saldo positivo de 299.635 empregos. Já em dezembro, o país teve o fechamento de 328 mil vagas, mostrando que o período após a aprovação da reforma trabalhista juntou perda de postos de trabalho e perda de direitos para aqueles que ainda têm emprego.

Assim, o saldo final do ano de 2017 foi de 28 mil postos de trabalho formal a menos no país, de acordo com relatório do próprio Ministério do Trabalho. Os dados frustraram inclusive expectativas de analistas, que esperavam abertura de vagas.

Ainda assim, o governo faz demagogia tentando mostrar esses resultados como “positivos”, afirmando que significam uma recuperação “significativa” pois em 2016 o saldo negativo ficou em 1,3 milhão de empregos e em 2015 em 1,5 milhão. Temer segue mostrando que suas reformas servem unicamente para beneficiar os lucros milionários dos patrões, que agora podem explorar ainda mais os trabalhadores.

É preciso lutar e exigir dos sindicatos e das centrais cada vez mais a retomada do caminho das greves para revogar essa reforma, atrás de uma saída aos trabalhadores, para que sejam os patrões que paguem pela crise.

 

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