França enfrenta protestos e greves contra a reforma trabalhista

A frança enfrentou uma jornada de greves e manifestações que dimensionam a insatisfação dos franceses com a reforma trabalhista


O presidente francês, Emmanuel Macron, enfrentou, nesta terça-feira (12), o seu primeiro teste nas ruas. Uma jornada de greves e manifestações dimensionam a insatisfação social vigente, principalmente com a reforma trabalhista. Uma recente declaração de Macron, qualificando os críticos da reforma de “preguiçosos”, deixou mais tenso o ambiente prévio aos protestos.

Em Paris, entre a Praça da Bastilha e a Porta da Itália, foram 24.000 manifestantes, segundo os organizadores; ou 60.000, pelos cálculos da CGT. Foram 180
marchas em todo o país, além de greve em 4.000 empresas. A iniciativa afetou sobretudo o setor de transportes, mas não paralisou o país.

A reforma trabalhista é o primeiro grande projeto legislativo da presidência do centrista Macron. Em 31 de agosto, o primeiro-ministro Édouard Philippe apresentou as cinco ordenanças da reforma. Trata-se de textos legislativos que podem ser aprovados sem passar pelo processo de debates e emendas do Parlamento. O Governo as submete aos congressistas, e estes as adotam ou rejeitam.

A reforma francesa estabelece limites para as indenizações por demissão sem justa causa; oferece mais liberdade às multinacionais para despedir trabalhadores em caso de crise; agiliza a negociação trabalhista nas pequenas empresas, que podem selar acordos sem a intervenção dos sindicatos; e simplifica as instâncias de negociação dentro das empresas.

A CGT prepara outra manifestação para o próximo dia 21. E, para o dia 23, a França Insubmissa (partido de Mélenchon) convocou uma enorme marcha em Paris. Junto com Philippe Martinez, chefe da CGT, Mélenchon se apresenta como o principal opositor às reformas de Macron, que considera um “golpe de Estado social”. Em Marselha, onde participou da manifestação local, Mélenchon declarou nesta terça ter esperanças de que os protestos farão o Governo recuar.

Talvez seja tarde demais. Com a popularidade em baixa, para Macron essa seria a primeira vitória legislativa verdadeira de sua presidência. A primeira de uma série de reformas fundamentais em seu plano para relançar a França.

Fonte: El País

Recomendamos para você


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.


*