Homem do mercado, Rodrigo Maia vai barrar MP da reforma trabalhista


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que “qualquer Medida Provisória não será reconhecida pela Casa”. Maia diz que não vai aceitar que o governo faça mudanças no texto do Projeto de Lei da Câmara nº38/2017, da reforma trabalhista, aprovada pelo Senado na noite de terça-feira (11).

Com a declaração, deixa claro sua intenção única e exclusiva em fazer valer os interesses do mercado financeiro. “A agenda da Câmara, em sintonia com a do presidente Michel Temer, tem como foco o mercado, o setor privado”, já disse em evento em São Paulo.

O projeto foi aprovado sem mudanças pelos senadores em relação ao texto aprovado pela Câmara, para evitar que tivesse de ser submetida novamente à Câmara. O presidente Michel Temer alegou que editaria Medida Provisória, em acordo com senadores e centrais sindicais. O objetivo era apresentar modificações e vetos em pontos específicos do projeto, atenuando alguns pontos em troca da aprovação do texto pelos senadores sem mudanças.

E não pára por aí. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Maia disse que “a reforma trabalhista é o primeiro momento de grandes mudanças no nosso país, ainda vêm a da Previdência, a tributária, a segurança e a redução da pobreza.

Segundo dossiê preparado por pesquisadores da Unicamp, alguns pontos da reforma trabalhista, como a regulamentação do trabalho temporário, autônomo, terceirizado, intermitente e da jornada parcial, “legaliza a transformação do trabalhador em um empreendedor de si próprio, responsável por garantir e gerenciar sua sobrevivência em um mundo de trabalho que lhe retirará a já frágil rede de proteção social existente.”

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