Negociações registram aumento real médio de 1,4% em abril e média de 1,05% no 1º quadrimestre


A FIPE/USP divulgou os dados das negociações do mês de abril em que apontam aumento real médio nas negociações de 1,4%, é o quarto mês seguido que os reajustes salariais ficam acima da inflação medida pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o índice mediano de reajuste fechado nas negociações da data base abril foi de 6% para um INPC acumulado em 4,6%.

Os acordos e convenções fechados com índice inferior à inflação representaram 11,1% do total das negociações encerradas em abril, no mês anterior (março) essa proporção foi de 12,9%, sendo que em abril de 2016 44,5% das negociações registraram índices de correção abaixo da inflação, em uma clara demonstração da recuperação de margem de negociação que os Sindicatos conquistaram. Desagregando as negociações por acordo e convenção observa-se que nos acordos o número de negociações que tiveram reajustes abaixo da inflação foi de 6,8%, bem menor que o resultado das convenções coletivas que registram 24% das negociações com reajuste abaixo da inflação.

Data Base Aumento real mediano
Abril 1,40%
Março 1,30%
Fevereiro 1,10%
Janeiro 0,40%

Fonte: Salariômetro, FIPE/USP       

No quadrimestre (janeiro a abril), o aumento real mediano foi de 1,05%. Um dos fatores para essa melhor performance sem dúvida foi à brusca queda da inflação, para a data base fevereiro o índice foi de 5,44%, data base março 4,69%, abril 4,57/% e maio 3,99%.

Índice / DB Fevereiro Março Abril Maio
INPC 5,44 4,69 4,57 3,99
IPCA 5,35 4,76 4,57 4,08
IGP-M 6,66 5,39 4,86 3,37
IGP-DI 5,99 5,22 4,38 2,71
IPC-Fipe 5,44 4,43 3,56 3,71

Entre as categorias, os maiores ganhos reais, de acordo com a mediana acumulada em 12 meses, foram dos funcionários de condomínios e edifícios, 1,4%, seguidos por bancos e serviços financeiros (0,4%), estacionamentos e garagens (0,4%) e vigilância e segurança privada (0,3%). As maiores perdas, na mesma comparação, são dos trabalhadores de extração e refino de petróleo (­4,6%), de empresas jornalísticas (­1,8%) e do agronegócio da cana (­1%).

Regionalmente, nenhum Estado apurou ganho no acumulado em 12 meses. Em cinco deles ­ Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Bahia ­ a mediana dos reajustes negociados empatou com a inflação. Já no Acre, Amapá e Espírito Santo, os acordos e convenções tiveram perda de 4,8%, 2,5% e 1,5%, nessa ordem.

A mediana dos pisos salariais negociados em abril foi de R$ 1.093, valor ligeiramente superior ao salário mínimo vigente, R$ 937. No mesmo mês de 2016, o piso estava em R$ 1.032, para um mínimo de R$ 880.

Os acordos de redução de jornada e salário, cujo movimento acompanha através do Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, “se tornam cada vez mais raros”. Assim como em março, foram registrados apenas três ­ um através do Programa Seguro Emprego (PSE), que conta com apoio financeiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e dois fora dele.

Em abril do ano passado, foram contabilizados 39 acordos. Nos últimos 12 meses, o país contabiliza 222 acordos para redução de salário com corte na jornada. Do total, 50, 22,5%, foram feitos através do programa do governo lançado em 2015 para evitar o aumento das demissões.

Fonte: Salariômetro, FIPE/USP e Valor Econômico

 

 

 

 

 

BALANÇO DAS NEGOCIAÇÕES 2016 a 2016

 

Nos últimos anos houve uma considerável deterioração do ganho salarial nas negociações coletivas, podemos observar que desde 2012 a variação real média dos reajustes vem caindo culminando com estimativa de queda real média em 2016 de 0,5%.

O maior aumento real médio foi observado nas negociações realizadas em 2012 com aumento real médio de 1,9%, 2013 o índice médio foi de +1,21%, 2014 apresentou pequena melhora em relação ao ano anterior com aumento real médio de 1,34%, despencando em 2015 com reajustes médios nas negociações de 0,23% e 2016 com valores ainda estimado de reajuste médio real registrando queda de 0,5%.

2012 2013 2014 2015 2016 2016
ano ano ano ano 1o.sem. ano
mais que INPC 93,6 86,1 90,2 52 24,3 19,9
igual INPC 4,9 7,5 7,3 29,9 36,8 16,5
menos que INPC 1,5 6,4 2,4 18,1 38,8 47,9
Var.Real Mèdia 1,9 1,21 1,34 0,23 -0,5

 

Em 2016 segundo dados da FIPE/USP 47,9% das negociações registraram variação abaixo da inflação e somente 19,9% com variações acima da inflação, 16,5% empataram com o INPC. Os dados do Dieese disponibilizado para o primeiro semestre demonstram 38,8% das negociações abaixo da inflação, 36,8% igual a inflação e 24,3% acima da inflação, com reajuste médio estimado em -0,5%.

 

 

 

 

AS NEGOCIAÇÕES DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DO PARANÁ

INTRODUÇÃO

Em 2007 foi instituída com a Lei 15.512 de 31/05 a DATA BASE dos/as Servidores/as Públicos Estaduais do Paraná, estipulada em primeiro de maio. Em 2015 o Governo Richa rompeu com a legislação e não pagou a reposição anual. Os/as servidores/as reagiram e diante da pressão estabeleceu para o período de 2015 a 2017 uma nova política de reposição salarial.

 

 

EVOLUÇÃO DOS REAJUSTES 2015-2017

No ano de 2015 o Governador Beto Richa não “pagou” a reposição da Data Base (mai/15) e após as grandes manifestações a Assembleia Legislativa aprovou a Lei 18.493 de 24/06/2015 que estabeleceu um novo calendário de reajuste salarial. O calendário de reposição foi definido conforme a tabela abaixo:

Período Reajuste Reajuste Reajuste Observação Legislação
Definido Pago Devido Lei
out/15 3,45 3,45 Reposição 18.493/2015
jan/16 10,67 10,67 Reposição 18.493/2015
jan/17 6,29 6,29 Reposição 18.907/2016
jan/17 1,00 1,00 Perda Massa 18.907/2017
mai/17 1,10 1,10 Reposição 18.907/2018
acumulado 24,26 14,49 8,53 Reposição 18.907/2019

A tabela acima apresenta a evolução das reposições definidas em Lei, as reposições pagas e as devidas. A Lei 18.493/2015 definiu as reposições em outubro de 2015 (3,45%),  janeiro de 2016 (10,67%), janeiro de 2017 (6,29% + 1,0%) e maio de 2017 (1,10%). No entanto – com a Lei 18.907/2016 – o Governo suspendeu as reposições definidas para os meses de janeiro e maio de 2017.

REPOSIÇÕES DEVIDAS

O Governo do Paraná está devendo para os/as Servidores/as 8,53% de reposição salarial decorrente da não concessão de reposição em janeiro de 2017 (6,29% + 1,0% = 7,35%), mais o reajuste de maio de 2017 (1,10%), acumulando no período de janeiro a maio de 2017 o índice de 8,53%.

Período Reajuste Reajuste Observação Legislação
Devido Acumulado
jan/17 6,29 6,29 Reposição 18.907/2016
jan/17 1,00 7,35 Perda Massa 18.907/2017
mai/17 1,10 8,53 Reposição 18.907/2018
Acumulado 8,53 Reposição 18.907/2019

 

PERDA DE MASSA SALARIAL

A não concessão das reposições salariais devidas no período de janeiro a maio de 2017 implicará para os/as Servidores/as em perda salarial equivalente a 1,09 de remuneração.

Recomendamos para você


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.


*