Mídia e bancos querem trocar Temer por outro que aprove reformas mais rapidamente

Jornalões e megaempresários do Brasil se unem para encontrar novo presidente que aprove reformas trabalhista e previdenciária sem dificuldades


Gabriele Maniezo | MetalRevista

Os jornais e revistas da grande mídia, sempre em consonância com a vontade dos mais importantes (e rentáveis) setores da economia, têm encontrado no presidente Michel Temer (PMDB) um empecilho.

Antes visto como único com capacidade de articular a votação das reformas trabalhistas e da previdência, hoje, somado à um baixíssimo respaldo popular (segundo pesquisa do Ibope governo tem apenas 10% de avaliação positiva), a retirada de Temer na presidência tem sido tratada como único caminho possível.

As reformas são mais importantes para o establishment econômico do que a preservação do posto de Temer. Por isso, a partir do momento em que abandonarem Temer, é lícito supor que tenham uma carta na manga, que se preste ao papel de se comprometer em tocar as reformas.

Jornalões apostam em Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, Cármen Lúcia e Fernando Henrique Cardoso

Caso ocorra a queda do Temer, assumiria interinamente até a nova eleição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é personagem comprometido com as reformas. Conforme a Constituição Federal, ele teria 30 dias para convocar eleições indiretas, sendo o novo presidente eleito pelo voto dos 513 deputados e 81 senadores da República.

Como possíveis candidatos, despontam, na indicação da mídia, o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, nome que, segundo as apostas, teria facilidade para aprovar as impopulares reformas de cortes de direitos.

No jornal O Estado de São Paulo, um dos mais conservadores e defensores do governo atual, há reportagem com o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso (um dos nomes já citados caso saída de Temer), dizendo o que faria se fosse presidente. Nesta matéria, Maia e Meirelles são os nomes mais cotados.

A Folha de São Paulo também traz nas matérias principais uma reportagem com as quatro maneiras de Temer sair da presidência. Está também um artigo relacionando Meirelles como peça chave na condução das reformas, com afirmações do ministro de que com ou sem Temer, as mudanças nas regras previdenciárias e trabalhistas acontecerão.

E o mesmo se estende para os jornais O Globo, Gazeta do Povo, Correio Braziliense, O Estado de Minas, Valor Econômico, todos na mesma onda de indicação de Meirelles. 

 

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1 Comments

  1. As reformas, muito antes de ser “corte de direitos”, é uma necessidade de sobrevivência do Estado em relação às contas públicas. Senão, sem reformas, qualquer presidente que assumir, será cassado por não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veio para ficar.

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