Recessão reduz 13º salário dos trabalhadores formais


A recessão atingiu o volume de dinheiro que o pagamento do 13º salário injeta todos os anos na economia. O valor deste ano, de aproximadamente R$ 197 bilhões, mantém-se estagnado em relação ao ano passado – houve variação de apenas 0,6%, descontada a inflação (R$ 182 bilhões). Se observados apenas os trabalhadores do setor formal, estima-se queda real de 3,4% no montante pago. Ao todo, são cerca de 84 milhões de trabalhadores que recebem o benefício.

Segundo estudo divulgado na última terça (6) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os empregados com Carteira assinada somam 49,5 milhões de pessoas (58,9% do total), incluindo os domésticos. Já os beneficiários da Previdência Social e os beneficiários de pensão da União e dos Estados e municípios chegam a 41,1% (aproximadamente 34,5 milhões).

De acordo com Rodolfo Viana, economista do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, esse quadro reflete a situação do mercado de trabalho com fechamento recorde de vagas desde 2015. “Com um número menor de trabalhadores, o valor caiu”, explica.

Para o presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo, Pedro Afonso Gomes, além da recessão, outros fatores também contribuem para essa queda. “Há uma recessão, há uma restrição de crédito e isso faz com que a massa de 13º colocada no mercado tenha diminuído”, diz.

Fontes: Dieese e Agência Sindical

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