Metalúrgico apaixonado por capoeira introduz modalidade a crianças


Há quatro anos trabalhando como metalúrgico da CNH, o curitibano Rafael Carvalho de Amorim é um apaixonado por capoeira. A prática da modalidade vem de família. Tudo começou por influência de dois irmãos mais velhos, que começaram a treinar gratuitamente em um projeto próximo da casa onde moravam. WhatsApp Image 2016-10-25 at 11.22.12

Incentivado pelo pai, que sempre deixou caminho livre para o esporte, Rafael não teve a mesma sorte dos irmãos quando ingressou no esporte. “Eu comecei a treinar capoeira em uma academia que existe até hoje. Eu tinha que pagar para poder praticar e, em algumas ocasiões, deixei de treinar por não ter dinheiro”, revela.

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Rafael tirou lições dessa situação e, por isso, sempre teve vontade de retribuir às pessoas o que esse esporte foi capaz de fazer por ele. Atualmente, ele é professor voluntário de capoeira e ensina a prática majoritariamente a crianças. “Eu não preciso receber para ensinar capoeira. Eu digo às crianças que elas devem dar valor aos treinos. O que eu quero delas é esforço e dedicação, apenas isso”, conta o metalúrgico de 33 anos.

O professor Grilo, como é conhecido, faz parte do Grupo Capoeira Negô Curitiba e há dois anos dá aulas três vezes por semana em duas associações, através do projeto Filhos da Rua, e em duas escolas, por meio do projeto Comunidade Escola.

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Além das aulas semanais, Rafael também participa voluntariamente de rodas de capoeiras nos finais de semana em praças e ruas. O intuito é divulgar o trabalho e apresentar a luta para pessoas que nunca tiveram contato com ela. “Muitas vezes nós acercamos a roda de capoeira de crianças e adolescentes de 12, 13, 14 anos de idade que percebemos que estão consumindo drogas. Queremos tirá-las dessa situação por meio da capoeira”, afirma.

Segundo Rafael, a capoeira é uma mistura de luta, dança e esporte, mas faz questão de lembrar que ela é uma cultura antes de tudo. “A capoeira é o primeiro esporte genuinamente brasileiro. Antes ela sofria preconceito das pessoas que achavam que se tratava de uma luta de marginais, agressores e vândalos, até mesmo como prática de macumba. Atualmente ela já é uma profissão reconhecida, incluída na disciplina de educação física nas escolas. Nosso trabalho é colocar na cabeça das crianças e dos pais o verdadeiro significado da capoeira”, explica.

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O metalúrgico agradece sempre por fazer parte desses projetos. A capoeira, para ele, forma valores como disciplina, foco e determinação. É uma modalidade que exercita não só o corpo, mas também a mente. “A capoeira acelera o calmo e desacelera o acelerado. Por isso e muito mais que amo a capoeira e a ensino de coração. Quero ser lembrado por isso, fazer a diferença na vida dos jovens através da capoeira”, finaliza.

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