2 milhões de metalúrgicos envolvidos em protesto nacional contra corte de direitos


Os números são arrebatadores: 2 milhões de metalúrgicos envolvidos e 600 mil paralisados em todas as regiões do Brasil em protesto de hoje (29), intitulado “Dia de Unidade de Ação Metalúrgica em Defesa dos Direitos e da Aposentadoria”, contra o corte de direitos trabalhistas e sociais. A mobilização faz parte de um movimento que ganhou o país há um mês e também pede ao governo federal medidas que estimulem a retomada da economia.

A campanha “Cortar Direitos NÃO Gera Empregos! Retomada da Economia Já!” foi criada no Paraná a partir da mobilização dos metalúrgicos da Região Metropolitana de Curitiba no dia 5 deste mês. No estado, 150 mil metalúrgicos estiveram envolvidos e cerca de 30 mil cruzaram os braços nas regiões de: Grande Curitiba, Paranaguá, Cascavel, Maringá, Londrina, Guarapuava, Pato Branco e Irati. Os atos de hoje foram organizados pelas Confederações, Federações e mais de 500 sindicatos da categoria.

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Os protestos começaram logo cedo, das 5h às 9h, com participação dos trabalhadores do turno da manhã da  Volvo, Volkswagen, Renault, CNH, Bosch, WHB, Brafer, Aker Solutions, Trox, Brose, Perkins, Trutzschler, Ibratec e de empresas do Parque Industrial de Curitiba (PIC da Audi). Mais mobilizações ocorreram às 14h, na entrada do 2º turno dos trabalhadores das fábricas da Renault (São José dos Pinhais), Bosch (Cidade Industrial de Curitiba), Aker Solutions, WHB e PIC da Audi.

“Com essas paralisações, os trabalhadores mostram seu descontentamento com as propostas do governo que cortam direitos trabalhistas e sociais com a desculpa de que essas medidas acabarão com a crise. Uma falácia das brabas. Retirar direitos não vai ter efeito nenhuma na economia. O que precisamos é de juros e impostos mais baixos e de medidas que fortaleçam a renda e o crédito para o trabalhador. Essas ações é que irão tirar o Brasil do buraco”

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka

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PARA RETOMAR A ECONOMIA

Os metalúrgicos defendem medidas para que a economia nacional volte a crescer e deixe para trás o histórico de recessões consecutivas que abalam o país nos últimos meses. Tais medidas começam pela redução imediata dos juros. A categoria também é a favor da redução de impostos e a ampliação do crédito para incentivar a atividade produtiva e o consumo.

Outras ações passam pelo programa de renovação da frota, valorização do salário mínimo, das aposentadorias e da renda (como forma de aquecer o mercado interno), auditoria cidadã da dívida pública brasileira e correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação.

PARA SALVAR A PREVIDÊNCIA SOCIAL

1) revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas;

2) revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas;

3) venda dos 3.485 imóveis em desuso da Previdência Social. A venda desses imóveis acarretaria uma arrecadação de R$ 1,5 bilhão;

4) fim da aplicação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que arranca dinheiro da Seguridade Social para pagar juros ao sistema financeiro;

5) criação do Refis (Programa de Refinanciamento) para cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a Previdência;

6) melhoria da fiscalização da Previdência por meio do aumento do efetivo de fiscais em atividade ;

7) revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio, que hoje é isento;

8) destinar à Seguridade/Previdência as receitas fiscais oriundas da regulamentação dos bingos e jogos de azar.

TEMER RECUA EM PROPOSTA

Saiu no Blog do Josias, do portal UOL uma notícia cujo título é “Temer já cogita não propor reforma trabalhista”.

Segundo o blog, “Michel Temer já ensaia um discurso sobre a inconveniência política de abrir uma terceira frente de desgaste, além das duas trincheiras legislativas em que sua administração já está metida: a emenda constitucional que congela os gastos federais por 20 anos, em tramitação na Câmara, e a reforma das aposentadorias, a ser enviada para o Congresso depois das eleições municipais”.

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