Campanha Cortar Direitos NÃO Gera Emprego terá seu grande ato nesta quinta-feira (29) em todo o Brasil


Neste mês de setembro, a Força Sindical e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) lideram uma campanha, cujo nome é “Cortar Direitos NÃO Gera Emprego! Retomada da Economia Já!”, contra os ataques aos direitos trabalhistas e sociais em desenvolvimento no país e pela retomada da economia. Na próxima quinta-feira, 29 de setembro, a mobilização será geral e nacional, sendo o maior ato do movimento! Mais de 2 milhões de metalúrgicos de todo o Brasil cruzarão os braços.

“Dia 29 de setembro, os metalúrgicos de todo o Brasil vão paralisar suas atividades para dar um recado ao governo de que a solução para a crise não está na retirada de direitos. Não aceitamos reformas feitas às custas da população, que já está pagando um preço alto com a o desemprego. Cortar direitos não tem efeito nenhum sobre a economia. O que precisamos é que o governo pare de conversa mole e comece a atacar logo os problemas que realmente têm travado a economia do País: os juros altos, o excesso de impostos e a falta de crédito”

Presidente do SMC e da Força Paraná, Sérgio Butka

A CAMPANHA

O objetivo da campanha é fomentar uma intensa comunicação não somente nas fábricas, mas também junto à população em geral, para alertar sobre as propostas do governo e do Congresso que ameaçam direitos e para pressionar a execução de medidas que acelerem a economia e a geração de empregos.

A campanha surge como resposta à divulgação recorrente no noticiário de teses canalhas de entidades patronais alegando que o que atrapalha o desenvolvimento da economia e a geração de empregos no país são os direitos trabalhistas.

O movimento sindical entende que esta é uma leitura deturpada da realidade e que nada tem a ver com a crise econômica pela qual o Brasil está passando. Está claro que é a política econômica conservadora, defendida por setores do sistema financeiro e patronal, a responsável pela continuidade da crise. As medidas desta política econômica são: manutenção elevada da taxa de juros, limitação do acesso ao crédito e diminuição da renda da população. Tudo isso acarreta no travamento e inibição do setor produtivo e precarização do consumo e da geração de empregos.

O QUE DEFENDEMOS

No geral, defendemos o fortalecimento do mercado interno, sendo o inverso da política econômica conservadora.

Entre as medidas defendidas pelos metalúrgicos para vencer a crise estão:

1) redução dos juros;

2) redução dos impostos para incentivar a atividade produtiva e o consumo;

3) ampliação do crédito;

4) programa de renovação da frota;

5) valorização do salário mínimo, das aposentadorias e da renda, visando aquecer o mercado interno;

6) auditoria cidadã da dívida pública brasileira;

7) correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação, entre outras medidas que terão efeito imediato na retomada da economia sem atingir os direitos.

Para a Previdência, os metalúrgicos defendem:

1) revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas; 2) revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas;

3) venda dos 3.485 imóveis em desuso da Previdência Social. A venda desses imóveis acarretaria uma arrecadação de R$ 1,5 bilhão;

4) fim da aplicação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que arranca dinheiro da Seguridade Social para pagar juros ao sistema financeiro; 5) criação do  Refis (Programa de Refinanciamento) para cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a Previdência ;

6) melhoria da fiscalização da Previdência por meio do aumento do efetivo de fiscais em atividade ;

7) revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio, que hoje é isento;

8) destinar à Seguridade/Previdência as receitas fiscais oriundas da regulamentação dos bingos e jogos de azar.

campanha

DESENVOLVIMENTO DA CAMPANHA

A divulgação foi feita através de outdoors, frontlights e busdoor em várias capitais e grandes centros urbanos, totalizando 16 cidades: Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Catalão, Anápolis, Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Florianópolis e Brasília, Maringá, Londrina, Cascavel, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu.

A campanha contou, já no dia 5 de setembro, com uma paralisação de mais de 15 mil metalúrgicos da Grande Curitiba. Os metalúrgicos cobraram do atual governo medidas concretas para a retomada da economia sem atingir os direitos da população. A mobilização na capital paranaense repercutiu na imprensa nacional e no movimento sindical, simbolizando o pontapé da campanha que está tomando conta de todo o Brasil.

A paralisação do dia 29 de setembro foi definida no dia 08 de setembro, em São Paulo (SP), pelas Confederações, Federações e Sindicatos de metalúrgicos, ligados à Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Mais de 500 Sindicatos da categoria, que representam cerca de 2 milhões de metalúrgicos, confirmaram participação na manifestação unificada.

Na semana passada, dia 22, vinte mil trabalhadores de dez fábricas participaram de atos liderados pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) em preparação para paralisação geral nacional da categoria agendada para 29 de setembro. A mobilização teve participação de trabalhadores da Renault, Volkswagen, Volvo, Aker Solutions, Bosch, CNH, WHB, Furukawa, AAM do Brasil e Brafer.

É hora de luta! É hora de resistência! Paralisação geral no dia 29 para deixar claro que não vamos aceitar retirada e corte de direitos

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