O que a geração Y quer do mercado de trabalho


Muitos chamam de geração mimada e impaciente. Outros dizem que a busca incessante pela felicidade é capaz de mudar as relações de trabalho. Fato é que a geração que cresceu munida da internet tem outros interesses e objetivos profissionais que seus pais e avôs. Afinal, o que a geração Y quer do mercado e como o mercado está reagindo a isso?

Quem é a geração Y

geracaoyA geração Y é conhecida também como a geração do milênio ou Millenials. Ademais, pode ser chamada de geração da Internet. O termo foi cunhado pelo campo da sociologia para se referir aos nascidos após a década de 1980.

A geração Y cresceu com a democratização e expansão da internet, testemunhou revoluções na tecnologia e a afirmação de países emergentes no cenário internacional. São fatores que seus pais não vivenciaram ou não tiveram a oportunidade de usufruir. Por causa do contato excessivo com novas tecnologias, essa parcela da população mundial foi taxada de folgada, distraída, insubordinada e superficial.

São jovens que sonham, ambicionam, pensam alto. Muitos trocam de emprego com muita frequência por entender que faltava desafio ou oportunidade para crescimento profissional rápido.

Enfim, é um recorte populacional apaixonado por inovações, por atualizações e modernidades. Contudo, são preocupados com o meio ambiente, direitos humanos e bem-estar social.

A geração Y e a gestão de pessoas nas empresas

De acordo com pesquisa de 2016 da consultoria Deloitte, a geração Y quer trabalhar em empresas que compartilhem de seus valores e crenças. Por causa disso, a área de Recursos Humanos de muitas empresas se vê obrigada a renovar a gestão de pessoas. Se antes o trabalho se resumia à supervisão de contratações e a folha de pagamento, hoje o setor precisa se desdobrar para manter os melhores funcionários da casa.

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Segundo um especialista em liderança e gestão de pessoas da FGV, a nova geração é questionadora e isso precisa ser aceito. Para estudiosos da área, hoje o RH tem como maior função desenhar o ambiente da empresa.

São muitas as maneiras que as empresas vêm adotando para manter o jovem interessado no seu posto de trabalho. A multinacional de bebidas Diageo é um exemplo disso. Ela recebe os funcionários para apresentar os resultados e oferece drinks do portfólio da casa.

Outra a adotar medidas pouco usuais para cativar seus empregados é a Staples, do setor de escritório e papelaria. Em encontros com o diretor de RH, doces são servidos e não café.

Já a Whirlpool, fabricante de equipamentos domésticos, sobretudo da linha branca, dá feedbacks frequentes. A empresa estimula que o gestor converse principalmente com a geração Y sobre desempenho e resultado, exigindo uma resposta mais assertiva e específica. No caso da Whirpool, as promoções não são baseadas em tempo de casa.

Uma coisa está bem clara para os profissionais em recursos humanos: o funcionário não se motiva mais só com o salário. Uma empresa se torna desejada por ter políticas que indicam ser possível realizar alguns sonhos ali. Justamente por essa visão diferenciada sobre o ambiente de trabalho, conflitos entre gerações é comum.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o seguinte: se um trabalhador da geração X (nascida após o baby boom pós-Segunda Guerra Mundial) é hierarquicamente inferior a um da geração Y, podem ocorrer alguns problemas. Isso acontece porque geralmente um indivíduo da geração Y procura inovar, enquanto o da geração X prefere manter o equilíbrio e a estabilidade.

Afinal, o que a geração Y almeja?

05171630166527Não basta apenas remuneração financeira, como já esclarecemos. A geração Y, que está chegando à casa dos 30 anos, quer ser reconhecida, quer se sentir livre e empoderada para tomar decisões. Eles buscam ambientes de trabalho onde possam confiar em seus colegas, crescer junto com a empresa e causar um impacto genuíno.

A consultoria Universum fez um levantamento com jovens de sete áreas de estudo e indicou uma forte tendência: a busca por uma divisão equilibrada entre a vida pessoal e a carreira.

Outro objetivo de destaque é a estabilidade no emprego, algo que antes não se pensava. O mito sobre a rotatividade cai, pois o aumento da instabilidade econômica faz subir a preocupação com a segurança no emprego. De acordo com pesquisa da consultoria KPMG realizada com mais de 500 estudantes de 23 países incluindo o Brasil, 70% dos entrevistados esperam trabalhar em uma mesma empresa ao longo da carreira. Isso mostra que os jovens, apesar de dinâmicos e de expor o que querem, continuam valorizando as organizações que permitem a eles crescerem e passarem por várias posições profissionais.

Por fim, estudo realizado pelo site Knoll, especialista em relação de pessoas e seus ambientes de trabalho, aponta os principais valores da geração Y.

  • Meritocracia: o sucesso é resultado do talento e do trabalho.
  • Camaradagem: o sucesso é do grupo e deve ser exaltado.
  • Fazer a diferença: procuram uma maneira nova de executar uma tarefa.
  • Autonomia e independência: tratamento individual, valorizando cada um. Além disso, prezam pela flexibilidade de horário e confiança na entrega de trabalhos sem cobranças.

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