9 medidas para reformar a Previdência sem atacar direitos


Está em curso no Brasil um grande conflito de interesses sobre a Previdência. Os bancos, que controlam o sistema financeiro, querem desmontar a Previdência pública para controlá-la privativamente, obtendo lucros astronômicos com isso.

Quem perderia com isso seriam todos os trabalhadores contribuintes da Previdência, que repentinamente perderiam a segurança da previdência pública para a instabilidade e insegurança do mercado financeiro. Importante lembrar que na crise de 2008, milhares de trabalhadores norte-americanos, que tinham previdência privada ou poupança-aposentadoria vinculada aos investimentos na bolsa, e contribuíram por décadas, viram suas aposentadorias evaporarem do dia para a noite, perdendo tudo.

Problemas na previdência também se alastram em países como a Grécia, Itália e Portugal.

Diante disso, as centrais sindicais se reuniram e indicaram uma reforma da previdência viável que não penaliza o trabalhador. A reforma é uma lista que passa por 9 pontos:

  • Fim da aplicação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) que arranca dinheiro da Seguridade Social para pagar juros ao sistema financeiro;
  • Revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas;
  • Revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas;
  • Venda dos 3.485 imóveis em desuso da Previdência Social. A venda desses imóveis geraria uma arrecadação de R$1,5 bilhão;
  • Melhoria da fiscalização da Previdência por meio do aumento do efetivo de fiscais em atividade;
  • Revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio;
  • Criação do Refis (Programa de Refinanciamento) para cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a previdência;
  • Revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas;
  • Recriação do Ministério da Previdência Social.

 

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