Cesta Básica fica mais barata em 15 capitais do país


Em abril desse ano, em 15 das 27 capitais do Brasil houve redução do custo do conjunto de alimentos básicos. Em outras 12, foram observados aumentos, conforme indica a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

 Indício positivo do fim próximo da crise

Conforme apontado em reportagem pela equipe da MetalRevista, já há indícios consistentes de que o fim da crise se aproxima e que teremos um novo cenário econômico em médio prazo. Um desses indícios é a Inflação Controlada. A previsão dos economistas é de que a inflação diminua, e com ela, o preço de produtos básicos como saúde, educação, vestuário, higiene, transporte e alimentação, como o que têm se visto com a cesta básica.

As maiores quedas de preço ocorreram em:

  •  Brasília (-3,84%)
  • Palmas (-2,97%)
  • Belo Horizonte (-2,35%)

E as maiores altas foram verificadas:

  • João Pessoa (3,96%)
  • Recife (3,27%)
  • Natal (2,61%)
  • Boa Vista (2,52%)

Cesta Básicas mais caras do Brasil

São Paulo foi a capital com maior custo da cesta básica (R$ 442,42), seguida de Florianópolis (R$ 438,56) e Rio de Janeiro (R$ 433,96).

Cestas básicas mais baratas

Os menores valores médios foram observados em Natal (R$ 334,49), Rio Branco (R$ 343,86) e Salvador (R$ 344,29).

Nos primeiros meses de 2016, todas as cidades acumularam alta: as maiores variações foram observadas em Belém (17,21%), Aracaju (13,90%), Goiânia (13,88%), João Pessoa (12,66%) e Fortaleza (12,38%). Os menores aumentos ocorreram em Porto Alegre (0,60%), Curitiba (1,16%) e Porto Velho (1,94%).

Salário mínimo ideal para o trabalhador

bc0295ca-3b91-4411-835d-1219cfd989b5Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em abril de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.716,77, ou 4,22 vezes mais do que o mínimo de R$ 880,00. Em março, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.736,26, ou 4,25 vezes o piso vigente.

Comportamento dos preços

O tomate mostrou diminuição de valor na maior parte das cidades

O tomate mostrou diminuição de valor na maior parte das cidades

Em abril desse ano, houve predominância de alta nos produtos da cesta nas capitais do Brasil, com destaque para batata, pesquisada na região Centro-Sul; leite; manteiga; farinha de mandioca, coletada no Norte e Nordeste; feijão e açúcar. O tomate mostrou diminuição de valor na maior parte das cidades.

O preço da batata aumentou em todas as cidades do Centro-Sul onde o produto é pesquisado

O preço da batata aumentou em todas as cidades do Centro-Sul onde o produto é pesquisado

O preço da batata aumentou em todas as cidades do Centro-Sul onde o produto é pesquisado. As variações oscilaram entre 3,95% em Brasília e 44,66%, em Florianópolis. As chuvas reduziram a oferta da batata em várias regiões produtoras, o que aumentou o preço do tubérculo.

Apesar da safra normal, o clima afetou a oferta de mandioca no nordeste do país

 O quilo da farinha de mandioca, pesquisada no Norte e Nordeste, subiu em 14 capitais. Ficou estável em Rio Branco. E diminuiu em Aracaju (-0,46%). A oferta de mandioca esteve reduzida nos meses anteriores devido ao clima, e apesar da colheita voltar ao normal, a farinha ainda segue com preço alto no varejo na maior parte das cidades.

Entressafra prolongada no Nordeste e chuvas no Centro-Sul reduziram a oferta e a produtividade do feijão, e o preço se manteve elevado

Entressafra prolongada no Nordeste e chuvas no Centro-Sul reduziram a oferta e a produtividade do feijão, e o preço se manteve elevado

O feijão seguiu em alta e 22 capitais mostraram taxas positivas. O quilo do feijão carioquinha – pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo – aumentou até 7,98%. O feijão preto, pesquisado na região Sul, Vitória e Rio de Janeiro, teve seu valor aumentado no Rio de Janeiro (2,30%), Curitiba (1,30%) e em Porto Alegre (1,02%).

Apesar de a colheita de cana na região Centro-Sul ter começado no início de abril as cotações no varejo seguiram em alta

O açúcar mostrou aumento no valor do quilo em 21 capitais, com taxas que variaram entre 0,28% em Belém e 7,72% em Boa Vista. O preço do açúcar diminui em:

  • Curitiba (-2,55%)
  • Macapá (-1,64%)
  • Belo Horizonte (-1,33%)
  • Campo Grande (-0,41%)

410O valor do leite aumentou em 26 cidades. As maiores altas ocorreram em:

  • Aracaju (16,35%)
  • São Paulo (9,94%)
  • Porto Alegre (5,24%)

 

 

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