Luz no fim do túnel: 4 Indícios apontam o fim da crise


Já há indícios consistentes de que o fim da crise se aproxima e que teremos um novo cenário econômico em médio prazo. A despeito de toda nuvem negra que ainda impera no noticiário econômico que destaca a queda do PIB exageradamente, grande parte por crise politica, há economistas de renome que enxergam com clareza essas luzes que vislumbram.

Abaixo, enumeramos quatro indícios animadores para retomada da economia:

1 Inflação controla

dinheiro-1 Mesmo que acima da meta de 6,5% para 2016, as previsões do Banco Central, em relatório de março, são mais otimistas do que nunca: a inflação está prevista para fechar o ano em 6,6%. Longe dos 7,5% e 8% que alguns economistas pessimistas achavam. Para 2017, a previsão é de 4,9%. Muitos bancos, corretoras e fundos de investimento já estão fazendo uma autocrítica. O mercado, influenciado pela credibilidade do BC já começa a se animar.

O economista, colunista da Band News FM e ex-ministro do governo FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros também acredita na queda da inflação. “Com recessão em alta, não há como a inflação não cair”, explica.

2 Aumento das exportações

Em fevereiro de 2016, as exportações brasileiras cresceram pela primeira vez em 17 meses: um aumento de 4,6% na média diária de exportações em relação a fevereiro de 2015. Nesse mês, o superávit foi de US$ 3 bilhões na balança comercial. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O Porto de Paranaguá, por exemplo, bateu recorde de movimentação total de cargas para o primeiro trimestre do ano, segundo a APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina). O recorde foi possível graças ao desempenho nas exportações de granéis sólidos, com destaque para a soja (em março teve a melhor movimentação mensal de todos os tempos, com 1,6 milhão de toneladas).

Com o real barato no exterior, os produtos brasileiros ficam mais concorridos lá fora. “O setor agropecuário, de commodities e extração mineral são os mais favorecidos com a questão cambial”, elenca Fabiano Camargo, analista do DIEESE. Outro fator que aponta o fortalecimento das exportações são os contratos internacionais, como do setor automotivo com Argentina e o de livre comercio do mesmo setor com o Peru.

3 Redução de juros

Marcos-Santos-USP-Imagens2Já dá para cravar que os juros vão cair a partir de julho e agosto de 2016, aponta Cid Cordeiro, economista da Força Paraná. A previsão para o segundo semestre é otimista para a queda dessa taxa porque a inflação não é de demanda, como explica Altair Garcia, economista do DIEESE SP. “As pessoas não estão consumindo, porque cresce o desemprego e a renda”. Ele afirma que não são as altas taxas de juros que estão derrubando a inflação. “Independentemente do que aconteça na política, não dá para manter os juros como está, a maior taxa do mundo, até porque há aumento de inadimplência”, completa.

4 Estabilidade política

congresso-nacionalA crise política afeta a crise econômica. Com o encaminhamento do impeachment, afastando ou não a presidente Dilma, há uma perspectiva de assentamento dos ânimos em Brasília, havendo estabilidade. Para especialistas, com o fim da turbulência no Planalto Central, uma agenda de crescimento econômico entrará em vigor. Assim, o mercado, investidores e empresários, conseguem vislumbrar mais confiança no governo para retomar investimentos.


Com a economia saindo de um estado de recessão em 2017, com indícios favoráveis mais visíveis já no segundo semestre desse ano, a perspectiva é a de entrarmos em uma fase de transição. Segundo Cid Cordeiro, o consumo deixará de cair e parte para uma etapa de oscilação. “Isso é resultado da retomada da agenda, de investimentos”, finaliza.

O economista Mendonça de Barros é um dos mais otimistas da grande mídia. “A questão fiscal é um nó crucial, mas é mais fácil arrumar porque é dentro de casa. Tendo a política correta, a economia brasileira responde rapidamente, como está respondendo agora”, analisa o ex-ministro.

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