Veja como sua vocação pode influenciar no seu futuro profissional

writing hands of students

Você sabe o que é um eneagrama? Ou um Indicador do Tipo Myers-Briggs? Saiba o porque esses indicadores são tão importantes para o seu futuro profissional. 

O que é vocação?

Segundo o psicólogo Daniel Rezinovsky, a vocação é o melhor caminho de desenvolvimento do indivíduo. “O desenvolvimento profissional passa por uma combinação entre nossos fatores natos, talentos que trazemos, e as condições do mundo”, explica. Cada pessoa possui a sua vocação. O mais difícil é saber achá-la e encontrar um emprego que a valorize.

Descubra os caminhos que jovens e adultos têm para vencer os dilemas relacionados ao trabalho e ao futuro

Todos nós queremos obter uma grande realização profissional. Ganhar bem, ter uma
carreira de sucesso e que possa garantir o sustento com dignidade da nossa família. Esse deve ser o desejo, por exemplo, dos milhares de filhos e filhas de trabalhadores e trabalhadoras filiados(as) ao Sindicato dos Metalúrgicos.
A decisão não é fácil.
O mercado exige que se trabalhe muito, estude e tem as suas próprias demandas, que oprimem a vontade dos jovens. Só que o novo trabalhador tem que buscar formas de impor também o seu
trabalho, aquilo que ele faz bem e é a sua própria natureza. A tudo isso podemos chamar “Vocação”.

Antes de tudo: traçar um objetivo claro

A maioria das pessoas começa a pensar no que quer trabalhar a partir do quanto vai ganhar ou do status que vai ter, dando mais valor ao poder do capital do que ao poder do seu próprio trabalho. Não é por aí que se descobre a “vocação”. O importante, para quem está começando, é definir um objetivo claro do que se quer conquistar profissionalmente na vida, em termos de uma realização pessoal. O ideal é que esse objetivo não tenha relação direta com o poder do capital ou os valores que a sociedade de consumo impõe, como comprar um carro do ano ou ter uma grande casa. Esse objetivo tem que ter relação apenas com o trabalho que se irá escolher e com o que se conquistará por meio dele, em satisfação pessoal.

Por exemplo, se o seu filho quer ser médico, o ideal é que ele escolha isso não porque irá ganhar muito dinheiro e ser respeitado, mas sim com um objetivo claro, como o de curar pessoas ou encontrar a cura para uma doença grave. “Quando se tem um objetivo claro e se sabe porque se está trabalhando, a realização profissional e o sucesso se tornam a consequência natural de um trabalho bem feito”, garante o psicólogo Daniel Rezinovsky.

Como reconhecer a vocação?

Há muitos testes vocacionais nos dias de hoje, mas nenhum deles é capaz de responder perguntas que apenas a pessoa que se encontra nesse dilema é capaz de responder. No entanto, eles são muito úteis para apontar tendências e indicar possíveis caminhos.

Que testes funcionam mais?

Segundo o psicólogo Daniel Rezinovsky, os testes que tentam direcionar uma opção de carreira são muito específicos e têm uma validade bastante limitada. Os que contribuem mais para um encontro vocacional avaliam a personalidade como um todo, para que a pessoa saiba como ela é, analise o seu caráter e possa a partir daí encontrar o seu lugar no mercado de trabalho.

Confira três testes que podem ajudar no reconhecimento vocacional, a partir da avaliação de dimensões do inconsciente, tendências e preferências pessoais:

Indicador do Tipo Myers-Briggs (MBTI): Divide a personalidade das pessoas em 16 tipos diferentes a partir de combinações entre as opções: sensorial ou intuitivo; sentimental ou racional; extrovertido ou introvertido; e julgador ou perceptivo. Descubra os traços mais importantes da sua personalidade clicando aqui.

Eneagrama: Teste milenar reestruturado por psiquiatras modernos que estabelece nove tipos de pessoas: Perfeccionista e exigente; amigável e orgulhoso; egoísta e mentiroso; insatisfeito e emotivo; observador e estrategista; cuidadoso; feliz e otimista; desafiador e autoritário; mediador. Faça o teste aqui.

Modelo das Inteligências Múltiplas: É uma resposta à visão estrita de antigos testes convencionais que colocavam a inteligência humana sendo apenas relativa ao QI e à percepção de determinados padrões. Este teste mostra que cada ser humano possui em diferentes graus diversos tipos de inteligência, que são divididas em sete: Lógico-matemática; linguística; musical; espacial; corporal-sinestésica; intrapessoal e interpessoal.

É possível entrar cedo no mercado de trabalho e aprender

P39

O mercado de trabalho brasileiro atualmente aceita pessoas a partir dos 14 anos de idade, na condição de menor aprendiz – programa federal no qual entidades fazem registro no Ministério do Trabalho e podem empregar alunos que estejam concluindo o ensino fundamental, tendo como condição continuar frequentando a escola, possuir RG, CPF e carteira de trabalho próprios, sempre acompanhados dos pais ou do responsável legal.

Segundo a Coordenadora do Núcleo de Aprendizes do CIEE, Luciane Gonçalves, desde 2006 o programa de aprendizes cresce anualmente. Há uma percepção de que pelo menos 50% dos aprendizes depois se mantêm empregados. “Às vezes a empresa começa contratando o aprendiz por obrigação da lei, mas os empregados recebem capacitação e depois acabam sendo contratados”, explica. Esse tipo de entrada no mercado de trabalho já outorga uma remuneração ao empregado, de pelo menos um salário mínimo-hora considerando o piso regional de cada profissão. No Paraná o salário mínimo para 20 horas é de R$ 461,80.

O caminho do empreendedorismo

O empreendedorismo é um dos caminhos vocacionais que tem crescido no Brasil nos últimos anos. Assim como é importante encontrar um emprego que esteja condizente com a própria vocação, também é importante identificar quando a vocação do jovem não diz respeito a ser empregado, mas a ser o criador de negócios que possam gerar empregos a outras pessoas.

Segundo o consultor do Sebrae, Rubens Negrão, existem empreendedores que surgem por necessidade, por oportunidade e por ocasião, mas o verdadeiro empreendedor é aquele que surge por motivação.

De acordo aos dados do Sebrae, mais da metade das empresas criadas nos últimos três anos no Brasil são de jovens empreendedores, de 18 a 34 anos de idade.

 

Recomendamos para você


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.


*